
Eles já estavam com um mês de rolo, e ainda naquela indecisão: se namoravam ou só só estavam ficando. Nas festinhas regadas a vodka os beijinhos eram o limite.
Até que um dia, a mãe do rapaz viaja. E ele pensa: Oba! Tenho a casa livre. Hora de chamar a coelhinha pra toca. Mas, o nosso vilão tinha uma fraqueza: a timidez. E agora? Como chamar a gatinha sem assustá-la? Então nada como usar o velho e infalível truque do filminho em casa. Ela topa. Fácil! fácil!
Enquanto vai busca-la ele pensa: "Se ela vier de mini saia, ta no papo". No entanto, ela vem com uma saia longa e o deixa em dúvida quanto as intenções dela. Fazer o quê?
Ele, verdadeiro amante da sétima arte mostra a ela sua última aquisição, isto é, o romântico "Laranja Mecânica". Um clássico inovador e pouco indicado para a primeira vez. Mas... a película era mesmo só um pretexto.
Como um rapaz comportado e cinéfilo de carteirinha, não tirou os olhos do filme, enquanto a menina, uma assanhadinha, tentou inutilmente desviar sua atenção e interromper o filme provocando-o no sofá por várias vezes.
O filme acaba lá pelas 2h da manhã de plena quinta-feira. As coisas esquentam mais e ele a convida para tomar um puro-puro leite-leite em seu quarto. Nesse momento, após passar duas horas atiçando o nosso clown, a gatinha já estava doida pra praticar ultraviolência.
E as coisas acontecem como os dois queriam: ultra-ultra-gostosinhas. Mas vilão que é vilão não deixa rastro, não é? E ops! As camisinhas sumiram. Logo na hora de devolver a mocinha violada em casa. Oh, céus! E lá vai o pobre-pobre casal a procurar seu dejetos plásticos pelo quarto.
Depois de uma longa-longa busca, encontram uma espremida do lado da cama, mas ainda faltava a outra. A hora avança e a mocinha precisa voltar pra casa antes de seus avós saírem para caminhar.
No caminho de sua casa, a nossa mocinha faz com a voz triste uma pergunta inusitada: "Será que a camisinha ta dentro de mim?" Eh, seria um tanto constrangedor eles checarem isso já no portão da prédio dela. No mínimo, o porteiro ficaria chocado e espalharia para a vizinhaça.
Nosso clown volta pra sua casa e esbarra com um casal de velhinhos que costuma ser bem simpático com ele. E que sempre elogiava a juventude aventureira noite afora. Mas desta vez, a velhinha deu as costas com um ar abusado e o seu distinto marido olhando com cara feia diz: - "Menino, nunca esperei tão pouca vergonha de você". E sai resmungando algo do tipo "Tarado!". Ele sem entender, se olha no espelho do elevador e...
Encontra a maldita prova do crime ainda úmida colada no velcro de sua bermuda. Agrh!
História gentilmente cedida por nosso amigo Gabriel. Vai lá garanhão!